Reajustes de planos de saúde ampliam papel consultivo do RH em 2026
Negócios / março 3, 2026
Empresas que adotam gestão estratégica transformam o desafio dos custos em vantagem competitiva
Todo início de ano os departamentos de Recursos Humanos precisam lidar com os reajustes dos planos de saúde em um cenário de custos assistenciais crescentes, inflação médica acima do IPCA e maior pressão por benefícios personalizados. Mais do que renegociar contratos, a pauta coloca o RH no centro das decisões estratégicas das empresas. De acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o teto de reajuste para planos individuais e familiares ficou em 6,06% no último ciclo, mas no ambiente corporativo (que concentra a maior parte dos contratos empresariais) os aumentos não seguem um limite regulatório, tornando a negociação ainda mais sensível para as empresas.
Para Gustavo Chehara, CEO e fundador da Joyn Benefícios, 2026 marca uma virada de chave na forma como as empresas precisam encarar os benefícios corporativos. “Os reajustes dos planos de saúde deixaram de ser um tema operacional e passaram a ser uma decisão estratégica. Em 2026, o RH assume um papel ainda mais relevante ao equilibrar custo, qualidade assistencial e a experiência do colaborador. Não se trata apenas de negociar preço, mas de redesenhar o modelo de gestão de benefícios”, afirma Chehara.
Segundo o executivo, muitas empresas ainda reagem aos reajustes de forma pontual, sem uma análise aprofundada do perfil de uso, da sinistralidade e das alternativas disponíveis no mercado. Esse movimento, além de pouco eficiente, tende a gerar impactos negativos na percepção dos colaboradores.
“Há casos em que uma simples ação de migração ou ajuste contratual, quando orientada por uma consultoria especializada, permite reduzir entre 10% e 20% do custo direto do plano, mantendo exatamente o mesmo produto e a mesma rede credenciada. É uma decisão que mexe diretamente no caixa da empresa e libera recursos que podem ser realocados para outros benefícios, ampliando a proposta de valor ao colaborador”, explica o CEO da Joyn Benefícios.
A pesquisa “Benefícios Corporativos 2025”, realizada pela Robert Half em 2024, aponta que 57% dos profissionais se dizem satisfeitos com seus benefícios atuais, mas 76% afirmam que gostariam de ajustes nos pacotes oferecidos, especialmente em itens ligados à saúde e bem-estar. Para 2026, o dado indica uma oportunidade clara para as empresas transformarem os planos de saúde e demais benefícios em ferramentas estratégicas de engajamento, retenção de talentos e fortalecimento da experiência do colaborador.
A Joyn Benefícios atua como um hub de soluções corporativas que apoia empresas na reestruturação de seus programas de saúde, com foco na redução de desperdícios, renegociação inteligente e desenho de benefícios mais aderentes à realidade dos times. “Quando o reajuste vem sem estratégia, o colaborador sente imediatamente no bolso ou na redução de cobertura. Isso afeta engajamento, retenção e até a imagem da empresa como marca empregadora. O RH de 2026 precisa atuar de forma consultiva, com dados e visão de longo prazo”, destaca o CEO da Joyn Benefícios.
A consultoria aponta que, com uma gestão especializada, é possível mitigar parte significativa dos impactos dos reajustes e transformar o benefício em um ativo estratégico. “O que estamos vendo é um RH mais analítico, mais conectado ao negócio e com poder de decisão. Em 2026, quem não olhar para os benefícios com essa lente corre o risco de perder competitividade”, conclui Chehara.
Emily Paes (11) 99730-0253 emily.paes@doisces.com.br https://doisces.com.br/
